Lixo “450 caminhões despejam diariamente 2.400 toneladas de lixo no Aterro Sanitário da Caximba, ao extremo sul de Curitiba. Os detritos coletados em toda a região metropolitana acumulam-se em camadas e fazem emergir duas montanhas. Orogênese contemporânea artificial, megassambaquis da sociedade urbana, templos piramidais ao deus lixo. Geografia física, os relevos são denominados de Maciço 1 e Maciço 2. Vistos de longe, suas formas mimetizamse com a silhueta da colina natural. E de seus topos tem-se bonitas vistas panorâmicas – o Rio Iguaçu e seus entornos de áreas verdes, a Serra do Mar no horizonte. Basta esquecer o olfato. Esquecer que o rio está morto. Basta esquecer da constituição do solo onde se pisa. Esquecer do consumismo inconsequente e crescente, esquecer do destino dos resíduos. Esquecer de qualquer destino e embriagar-se da estética visual.” (Goto/Recartógrafos)
Lixo
“450 caminhões despejam diariamente 2.400 toneladas de lixo no Aterro Sanitário da Caximba, ao extremo sul de Curitiba. Os detritos coletados em toda a região metropolitana acumulam-se em camadas e fazem emergir duas montanhas. Orogênese contemporânea artificial, megassambaquis da sociedade urbana, templos piramidais ao deus lixo. Geografia física, os relevos são denominados de Maciço 1 e Maciço 2. Vistos de longe, suas formas mimetizamse com a silhueta da colina natural. E de seus topos tem-se bonitas vistas panorâmicas – o Rio Iguaçu e seus entornos de áreas verdes, a Serra do Mar no horizonte. Basta esquecer o olfato. Esquecer que o rio está morto. Basta esquecer da constituição do solo onde se pisa. Esquecer do consumismo inconsequente e crescente, esquecer do destino dos resíduos. Esquecer de qualquer destino e embriagar-se da estética visual.” (Goto/Recartógrafos)